O dia ainda nem tinha clareado por inteiro quando Mila ouviu o motor parando perto do portão.
Olhou o relógio: seis e meia.
Sentiu o coração disparar antes mesmo de ter certeza de quem era.
Abriu a porta devagar e encontrou Blerim encostado no carro, com as mãos nos bolsos e aquele sorriso tranquilo que sempre parecia rearranjar tudo por dentro.
— Tá cedo — disse ela, tentando fingir reprovação.
— Eu sei. — Ele inclinou a cabeça. — Mas hoje você não vai trabalhar. Nem arrumar a casa.
— Ah, não?