Mila passou a manhã girando em torno da carta.
Tinha lido as palavras da mãe para Kreshnik tantas vezes que já conseguia recitá-las de memória. Mas ainda assim, a cada leitura, um novo detalhe parecia pulsar — como se o papel respirasse, como se Emine ainda estivesse ali, à espreita, sussurrando o que não conseguiu dizer.
Ela não contou mais nada a Blerim. Agradeceu o vaso de lavanda, ofereceu chá, conversaram sobre o tempo. Mas a carta ficou guardada no fundo de uma gaveta, como um segredo que