Maria Silva**
O peso do meu corpo pendurado nos canos foi um lembrete cruel de quão frágil minha vida estava naquele momento. Meus dedos ardiam, minhas forças desapareciam, e a única coisa que ecoava em minha mente era o rosto do meu filho. Será que ele se lembraria de mim? Será que ele entenderia por que sua mãe não estava lá para abraçá-lo? As lágrimas escorriam pelo meu rosto, e uma mistura de arrependimento e amor me sufocava. Dizem que, no instante da morte, nossa vida passa como um filme