**Luana Sartori**
A luz âmbar do abajur deixava o escritório da vinícola com um ar quase onírico. As sombras dos grandes barris de vinho desenhavam formas abstratas nas paredes de pedra, e o cheiro amadeirado do carvalho misturado com o perfume do Scott ainda impregnava o ar. Eu estava ali, sentada no sofá, nua, com os joelhos abraçados e o coração completamente exposto.
Ele, à minha frente, sentado na poltrona antiga do meu pai, usava apenas a calça — ainda entreaberta. O peito nu subia e de