O amanhecer encontrou a mansão em silêncio, exceto por um som ritmado vindo da academia.
O som de corpos se movendo, o choque das quedas, o roçar de tecido contra o tatame.
Pedro estava ali desde cedo, sozinho, repetindo os golpes que Rose lhe ensinara — ou, pelo menos, tentando.
O corpo doía, os ombros pesavam, mas ele não parava.
Era como se aquele esforço físico fosse a única maneira de lidar com o que o pensamento insistia em repetir: o olhar dela na noite anterior, a respiração curta, o qu