O sol nasceu devagar, tingindo o mar com tons de ouro e cobre.
A brisa da manhã invadia o quarto pelas frestas das cortinas, espalhando o cheiro de sal e flores silvestres.
Rose abriu os olhos antes do despertador. Ainda era cedo, mas o corpo parecia acordar sozinho, guiado pelo silêncio suave que só o mar sabia fazer.
Pedro dormia ao lado, o rosto tranquilo, os lábios entreabertos num meio sorriso.
Ela o observou em silêncio, com aquela ternura calma de quem aprendeu que o amor também é isso —