Léo foi ao escritório enquanto eu me vestia. Escolhi um vestido branco que desenhava suavemente a minha barriga e deixei os cabelos soltos.
Desci as escadas com cuidado, indo até o escritório onde ele estava.
Léo permanecia concentrado diante do notebook. Sobre a mesa, uma foto antiga — eu grávida de Lucca, entre as vinhas da serra gaúcha. Quando me aproximei, ele percebeu minha presença e levantou os olhos.
— Meu amor, vamos? — disse, levantando-se da cadeira.
Ele me abraçou, a mão acariciando com ternura a minha barriga.
— Você está linda — murmurou, deslizando os dedos sobre o tecido do vestido.
Saímos de casa logo em seguida. Achei melhor deixar Lucca com Maria na propriedade; não sabíamos a hora em que voltaríamos.
No carro, Léo dirigia como se levasse o mundo inteiro dentro dele. De tempos em tempos, desviava o olhar da estrada para mim.
— Está tudo bem? — perguntava, sempre com aquela preocupação que lhe era tão própria.
Quando chegamos à casa de Fellipe e Camille, Léo respirou