Acordei no meio da madrugada com um enjoo terrível — talvez algo do jantar não tivesse me caído bem. Corri para o banheiro e, quanto mais vomitava, mais parecia que meu corpo queria expulsar o mundo inteiro de dentro de mim.
Escovei os dentes para tirar aquele gosto amargo da boca e fui até a varanda do quarto em busca de ar fresco. O vento da manhã roçava suavemente o meu rosto, e, aos poucos, a náusea foi cedendo. Levei um copo d’água aos lábios e, ao erguer o olhar, vi o horizonte clareando.