Os dias foram se passando. Léo seguia na rotina, sempre ocupado com os negócios das vinhas. Alessandro o ajudava nas reuniões em que ele não podia comparecer, e algumas delas aconteciam no escritório da própria propriedade.
O vinho que Léo havia criado em minha homenagem — o Santa Helena — tornara-se um sucesso. Ele até recebeu convites para participar de alguns campeonatos de motocross, mas recusava todos. Sabia que, para mim, seria uma tortura vê-lo correr novamente depois do acidente em Águeda. Mesmo amando o esporte, ele escolhia ficar.
Eu já estava com oito meses de gestação. Era fim de novembro, e o Natal se aproximava. As contrações de treinamento já mostravam que meu corpo começava a se preparar. Tentava descansar, mas Lucca, esperto e curioso, estava sempre por perto, encantado com as borboletas dos jardins.
Maria continuava sendo uma grande ajuda e companhia. Passávamos boa parte dos dias juntas, enquanto Léo se dividia entre compromissos e decisões importantes à frente dos