O despertador tocou às sete da manhã.
Pela primeira vez em muitos anos, Gustavo não o desligou para responder e-mails.
Em vez disso, permaneceu alguns segundos olhando para o teto, respirando. Era um exercício que sua terapeuta insistia para que fizesse.
"Antes de começar o dia, perceba que você existe antes do trabalho."
No começo, aquilo lhe parecera ridículo. Agora, fazia sentido. Levantou-se, abriu as cortinas e deixou a luz invadir a cobertura.
Antigamente, era Maytê quem fazia isso. Ela d