Mundo de ficçãoIniciar sessãoEvangeline é uma mulher honesta que ama seu trabalho como assistente social, mas, para sua felicidade ser completa, Danilo Cavalcanti, seu grande amor, tem que estar ao seu lado. No entanto, Danilo ama Megan, uma socialite falida, e pretende se casar com ela. Mas, por causa de uma promessa, Danilo será obrigado a se casar com Evangeline. A mocinha tem um ano para mostrar ao marido que ela é a mulher da vida dele. Contudo, ela vai ter que lutar para continuar viva... Uma figura misteriosa sabe de todos os segredos sujos da família dela e quer, a todo custo, se vingar.
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Eu amo o meu trabalho. Sei que o meu papel como assistente social do CRAS é importante e necessário. Quando eu tinha dez anos, vi dois meninos vendendo balas nas ruas. Minha mãe sempre me levava para tomar sorvete depois que me buscava na escola. Eu perguntei para ela: — Mamãe, aqueles meninos não deveriam estar voltando da escola? Então ela me explicou que várias crianças trabalhavam para levar comida para dentro de casa. Minha mãe deu uma boa quantia em dinheiro para os meninos e, no dia seguinte, entrou em contato com o conselho tutelar, que descobriu que os pais dos meninos eram dois viciados que usavam os filhos para sustentar o vício. os pais sumiram e foram encontrados mortos em uma comunidade provavelmente foram mortos por algum traficante. é muito triste ver pessoas que se destroem devido as drogas os meninos estavam bem no abrigo Eu e mamãe íamos visitá-los constantemente. Depois de um ano, os meninos foram adotados por um casal de bom coração. Infelizmente, outras crianças não tinham a mesma sorte. Então, um dia, eu olhei nos olhos da minha mãe e disse que, quando crescesse, iria me tornar assistente social e que não pouparia esforços para proteger as crianças. Ela ficou muito feliz. Minha mãe sempre foi a minha melhor amiga. Mas, infelizmente, ela perdeu a vida devido a um acidente de carro. Otávio, meu pai, que dizia amar a minha mãe, se casou dois meses depois com Silvia, a melhor amiga da minha mãe. Então percebi que o meu pai não era o homem correto que eu imaginava. Termino de me maquiar e saio do quarto. Encontro Silvia na sala, com o rosto todo melado de um creme verde. Tento sair antes que ela me veja. Mas falho miseravelmente na tentativa. — Não sei por que diabos você acorda tão cedo para ganhar um salário miserável. Reviro os olhos. — Porque eu amo o meu trabalho. Você deveria arrumar um, ao invés de ficar sem fazer nada o dia todo. — Deus me livre acordar antes do galo cantar para ganhar um salário mínimo. Como vou comprar o meu caviar? — Silvia, eu não tenho tempo para as suas besteiras. Tenho hora para chegar Ela se aproxima e segura meu braço. — O dinheiro que o inútil do seu pai deixou está acabando. Como vamos sustentar esta casa? A empregada está no meu pé querendo um aumento. — Então vamos vender esta casa e dividir o dinheiro. — Mas nem pensar! Não vou morar em um barraco no subúrbio. A casa em que a gente mora não é uma mansão, mas é grande e confortável. Otávio, meu pai, nunca foi rico. Contudo, ele tinha uma empresa de publicidade que era bem lucrativa. Mas ele gastava o dinheiro que não tinha. Resultado: se afundou em dívidas e teve que vender a empresa. Meses depois, ele foi para o cemitério e tirou a própria vida. Todos acham que ele se matou porque estava depressivo. Mas eu tenho certeza de que alguém o forçou a fazer isso. — O senhor Rodrigues está interessado em você. Ele é rico, vai te dar uma boa mesada. A encaro com nojo. — Você ficou maluca? Aquele velho tem idade para ser meu avô e, além disso, ele é casado. — Deixa de ser burra, garota. O senhor Rodrigues é a nossa salvação. Eu não quero morrer de fome. Liberto meu braço do aperto dela. — Fique com ele, você, que tem experiência em ser uma vadia destruidora de lares. Ela levanta a mão para me dar um tapa. Seguro sua mão. — Sua vadia... Você vai ter um caso com ele, sim. A empurro, e ela cai no chão. — Tome vergonha na sua cara. Eu vou me casar por amor, não sou uma vagabunda igual a você. Silvia ri. — Eva, você ainda tem a ilusão de se casar com Danilo Cavalcanti? Ele não está nem aí para você, sua burra iludida. — Tchau. Digo e saio de casa. A minha vontade é alugar um quarto de pensão. Quer saber? É isso que vou fazer. Não aguento mais conviver com aquela cobra. Chego ao CRAS e vou para minha sala. Faço alguns relatórios e, logo depois, como cuscuz com ovo, que trouxe de casa. Tomo café com leite para ajudar a descer. Carla, minha colega, entra na minha sala. — Eu não entendo como uma mãe prefere gastar dinheiro com homem do que com os próprios filhos. Diz ela, sentando-se de frente para mim. — E o pai? — É outro vagabundo que gasta o dinheiro com mulheres e bebidas... Partiu meu coração ver as crianças comendo água com farinha para enganar a fome, enquanto a mãe estava torrando o dinheiro do governo com homem e salão de beleza. Solto um suspiro. — É de cortar o coração mesmo... E aí, tem algum familiar que possa acolher as crianças? — Pior que não... Elas vão ter que ir para um abrigo. Fico em silêncio, e Carla também. Seco uma lágrima. Se eu pudesse, levaria todas as crianças rejeitadas pelos pais para morar comigo. — Mudando de assunto, a sua madrasta continua enchendo seu saco? — Você acredita que ela está me empurrando para um velho rico? — Que mulher ordinária... Amiga, se eu fosse você, saía de perto dela. — É isso que vou fazer... Sabe de alguma pousada baratinha? — Infelizmente, todas estão ocupadas. Se a minha casa não fosse tão pequena e apertada... Carla mora com as duas irmãs, que são técnicas em enfermagem. — Eu vou achar um cantinho só meu... Nesse momento, meu celular vibra. É Jorge. O pai de Danilo. Ele quer me ver. respondo que vou ao encontro dele de noite.EvangelineDia seguinteDepois da tempestade, sempre vem o arco-íris. Diana Medeiros, minha mãe, sempre repetia isso para mim quando eu estava triste.Ontem foi horrível, mas hoje será melhor.O Danilo se importa comigo!Ele pode me amar, disso tenho certeza!Me levanto da cama e fico dançando sozinha como uma tola apaixonada.Paro e entro no banheiro, ligo o chuveiro e tomo um banho. Faço minha higiene matinal, cuido da minha pele e visto um vestido simples e elegante, da cor rosa, de renda, que vai até os meus joelhos.Faço cachos em meus cabelos e decoro meu rosto com uma maquiagem básica.— Tô pronta! Danilo, eu vou roubar seu coração!Me transfiro para a sala de jantar. A mesa está repleta de frutas, pães, bolo, suco etc.— Uau, que belo café da manhã.Vicente surge e sorri de forma gentil.— Que bom que gostou, Eva. O senhor Cavalcanti mandou a cozinheira preparar um café da manhã especial. Ele disse que vai almoçar em casa.Danilo nunca almoça aqui.É a minha chance.— Obrigada
EvangelineGraças a Deus, o Danilo me salvou daquele homem nojento.Toda vez que penso na boca fedorenta dele no meu pescoço, sinto vontade de vomitar.As palavras sujas que ele falava no meu ouvido me fizeram ter muito medo. Se Danilo e Adriano não tivessem aparecido, eu estaria marcada para sempre.Assim que cheguei em casa, demorei uma hora no banho tentando tirar o cheiro imundo do senhor Rodrigues de cima de mim.Me enrolei na toalha e vesti um pijama confortável.Danilo abre a porta e entra com uma bandeja com sopa, suco e água.— Você precisa se alimentar.Tento sorrir.— Obrigada por me salvar. Pensei que não iria conseguir.Ele coloca a bandeja em um canto, senta-se ao meu lado e toca o meu rosto com carinho.— O Adriano abriu os meus olhos... Não se preocupe. Aquele verme está arruinado. Vai ficar sem dinheiro e vai ter o tratamento que merece na cadeia. Como você está?— Tô bem... Mas não paro de pensar se... ele tivesse conseguido o que queria.— Eva, ele não conseguiu e n
Evangeline— Sílvia, eu cheguei... Sílvia... Eu não tenho tempo para brincadeiras... Sílvia.A sala está toda escura.Acendo a luz.O senhor Rodrigues surge sorrindo para mim, com seus dentes amarelos.— O que você está fazendo aqui? Sílvia!A miserável surge com uma mala. Ela abre e vejo muito dinheiro dentro dela.— Sílvia, o que está acontecendo aqui? Cadê o advogado?Ela ri, e o velho nojento também.— Você é muito burra. Eu te vendi para o senhor Rodrigues. Você vai passar uma noite com ele.— Você... vocês são loucos!Digo e me dirijo para a saída.Dois homens fortes e armados não me deixam sair.— Você não vai a lugar nenhum hoje. Vou transar com você até cansar.O senhor Rodrigues diz, lambendo os lábios.Em um movimento rápido, pego meu celular dentro da bolsa e ligo para Danilo.Ele logo aceita a chamada.— SOCORRO!Grito.Um dos homens pega o celular das minhas mãos e o quebra.Sílvia se aproxima.— Você é tão tola, Evangeline. O seu marido não se importa com você. Ele deve
EvangelineMeu sogro me deu um cartão de crédito. Ele disse que não posso ficar com vontade de comprar. Agora sou esposa de um bilionário e preciso estar bem vestida.Eu disse que as roupas que compro também são de qualidade e muito bonitas.Mas Jorge não aceitou um não.Então eu aceitei o cartão.Comprei algumas roupas para mim, incluindo um vestido belíssimo de festa e muitos acessórios.Vou criar looks incríveis.E, claro, eu não podia esquecer das crianças do abrigo que visito.As duas meninas, filhas da Tereza, estão lá. Visito elas sempre que posso.Rafaela está com medo de a irmã mais nova ser adotada.Infelizmente, isso pode acontecer. A maioria das pessoas prefere adotar bebês ou crianças pequenas.Na minha opinião, elas deveriam olhar para os adolescentes. Afinal, eles também precisam de amor e carinho.Saio de uma loja infantil cheia de sacolas de roupas e brinquedos.— Olha só quem está gastando o dinheiro do meu homem. Não tem vergonha na cara, não?Megan surge na minha f





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