O sábado amanheceu ensolarado, Maytê gostava de sábados.
A cafeteria abria mais tarde, e isso lhe dava o luxo de caminhar sem pressa até a feira da praça, era um hábito novo.
Depois que saíra da cobertura, prometera a si mesma que reconstruiria a vida com pequenas rotinas.
Comprar frutas, conversar com os feirantes, levar flores para casa de vez em quando.
Coisas simples, coisas que a lembravam de que ainda existia um mundo além da dor.
Com uma ecobag pendurada no ombro, ela caminhava distraída