TRÊS MESES DEPOIS.
Se alguém dissesse, um ano antes, que Gustavo Ferraresi sairia do escritório às seis da tarde por vontade própria, ninguém acreditaria. Muito menos ele.
Henrique observou o relógio na parede e depois o amigo guardar o notebook na pasta.
— Você está doente?
Gustavo ergueu uma sobrancelha.
— Não.
— Então por que está indo embora?
— Porque meu expediente acabou.
Henrique piscou duas vezes.
— Quem é você?
Gustavo sorriu. Daqueles sorrisos discretos que antes eram raros e agora ap