Cara de cachorro que caiu da mudança.
— Natália.
Meu nome na voz dele ainda carrega peso. Não o suficiente para me desmontar. Mas o bastante para me fazer erguer os olhos. E para me fazer pensar: o que ele quer agora?
— Ricardo.
Só isso. Nenhum adjetivo. Nenhuma defesa. Nenhuma gentileza extra. Para quê? Ele não merece.
Ele me olha inteiro agora. Não apenas o rosto. Não apenas a barriga. Ele olha como quem tenta compreender um conjunto que não se explica mais pelas antigas peças. Como se eu fosse um quebra-cabeça que ele quebrou e