Não. Não vou perdoá-lo.
— Eu sei que você está com raiva — ele continua, ignorando Vitor, ou talvez tentando. — E eu mereço. Mas… o que eu fiz com o Vitor… não foi o que você pensa. Eu pensei… eu estava cego. Cego de dor, Natália! Cego por não poder te dar o que você mais queria!
Minha gargalhada é alta demais para o ambiente elegante, e algumas cabeças se viram. Não me importo.
— Cego? Você estava cego? Ou estava apenas sendo você, o grande Ricardo, que sempre sabe de tudo e nunca erra? E o que você fez com o Vitor?