Natália
No dia seguinte, o sol de São Paulo entra pela janela como um intruso indesejado, iluminando a poeira que dança no ar e a solidão que se instalou definitivamente nos cantos do meu apartamento. Sento-me no sofá e deixo o corpo relaxar com um cuidado quase cerimonial, como se cada músculo fosse um cristal precioso prestes a trincar e precisasse de uma permissão formal para finalmente ceder. A manhã já escorreu por entre meus dedos, mas meu corpo ainda carrega aquela sensação incômoda de u