Natália
Dias se passam desde que a poltrona cor de areia invadiu a minha sala. Ela está ali, um monumento silencioso ao cuidado que eu não pedi, mas que o meu corpo aceita com gratidão traiçoeira. Eu me sento nela todos os dias, sentindo o bebê se mover, e o conforto me desarma.
O quarto que deveria ser o berçário permanece intocado. É o antigo escritório de hóspedes, um cômodo neutro, cheio de caixas que eu deveria ter organizado, mas que eu não consigo sequer olhar. A ideia de planejar, de es