Mas, no fundo, naquela parte de mim que eu mantenho trancada sob sete chaves, em um porão onde nem eu mesma gosto de entrar, sinto uma pontada de algo que não é raiva. É uma saudade lancinante, uma dor aguda que me atravessa, uma vontade quase física e desesperada de pegar o celular, ligar para ele e dizer que a poltrona é perfeita. Que ele, de alguma forma tortuosa e silenciosa, ainda sabe exatamente do que eu preciso antes mesmo que eu mesma saiba.
O meu corpo agradece, traiçoeiro e rendido.