A manhã chegou como quem não queria incomodar.
A neve tinha parado durante a madrugada, mas o frio ainda era agudo e limpo, cortando o ar como uma lâmina invisível. Madeleine abriu os olhos devagar, sem pressa, sentindo o corpo inteiro envolto nas mantas grossas e macias da cama. Do lado de fora da janela, a claridade refletida na neve criava um brilho suave — um tipo de silêncio que parecia vir de dentro da paisagem.
Era domingo.
E, naquela vila onde o tempo passava devagar, isso significava u