A neve tinha parado de cair, mas ainda pairava no ar uma brancura densa, como se o mundo estivesse envolto em um silêncio acolchoado. Madeleine atravessava as ruas centrais da vila com passos lentos, a câmera pendurada no pescoço, protegida sob o casaco, e os primeiros rolos que fotografara guardados em um envelope plástico dentro da bolsa.
A loja de revelação ficava numa esquina discreta, com uma vitrine cheia de fotos emolduradas e uma placa feita à mão, em norueguês e inglês:
"Luz e Sombra —