O céu daquela manhã parecia menos cinza, como se o inverno, por alguns instantes, tivesse esquecido de pesar tanto. Madeleine organizava papéis no chalé quando ouviu a batida suave na porta.
Era Anders.
— Tenho que ir até Hammerfest pegar umas peças que chegaram pra obra. Achei que você podia querer ver outra paisagem — disse, simples como sempre, uma mão no bolso e a outra segurando um boné amarrotado.
Ela franziu o cenho.
— Hammerfest? Isso não é longe?
— Três horas de estrada. Mais ou menos.