Madeleine acordou antes do sol. O chalé ainda estava na penumbra azulada que precede os dias curtos de inverno. O aquecedor zumbia baixo, espalhando um calor constante que não queimava, apenas abraçava.
Vestiu-se em silêncio, empilhou camadas de lã e algodão, e prendeu o cabelo num rabo de cavalo apressado. Ao sair, o ar frio cortou sua pele como uma lembrança nítida: ela estava viva. Ali. Inteira.
Emil a esperava na entrada da trilha, usando um gorro com o desenho de um polvo sorridente. Erik