Sofia
O portão de ferro se fechou atrás de mim com um estrondo que ecoou dentro do meu peito como se tivesse trancado o próprio ar que eu respirava.
Eu nunca pensei que o som de metal batendo pudesse parecer tão… definitivo.
A carcereira me empurrou pelo ombro.
— Anda, Gusmão. Bem-vinda ao seu novo lar.
Lar.
Ela só podia estar brincando.
O corredor era úmido, iluminado por lâmpadas que piscavam como se estivessem à beira da morte. O cheiro era uma mistura de suor, água sanitária, mofo e um fund