Sofia
O carro da polícia parou com um tranco seco.
A porta abriu antes que eu pudesse respirar.
O ar da madrugada bateu no meu rosto, frio, cruel.
Meu irmão desceu primeiro, apoiado nos policiais, mancando, a mão ainda suja de sangue. Eu tentei ir até ele, mas me seguraram.
— Calma. Anda. um deles ordenou.
Entrei.
O corredor era iluminado demais. Cada lâmpada parecia uma pergunta que eu não queria responder.
Meu irmão foi levado para a sala ao lado.
Eu tentei segui-lo.
— Ele tá ferido! Ele pr