O relógio na parede parecia zombar de mim. Cada segundo se arrastava, lento, doloroso. Eu caminhava de um lado para o outro na sala de espera, tentando manter a calma enquanto minha irmã estava lá dentro, sendo operada.
A porta se abriu devagar, e por um instante, meu coração quase parou, mas era só uma enfermeira passando. Suspirei fundo, as mãos trêmulas, o peito apertado.
Foi então que vi Rosângela se aproximando com o mesmo sorriso acolhedor de sempre.
— Ei, cheguei a tempo? perguntou, me