Estela
Me joguei na rotina como quem tenta se esconder da saudade. Café amargo às pressas, metrô lotado, livros sublinhados com sono e mente longe. Às vezes, me pegava sorrindo sozinha lembrando do jeito como ele dizia meu nome. Outras vezes, acordava no meio da madrugada, procurando pelo calor do corpo dele ao meu lado.
Mas tudo que encontrava era o vazio frio do travesseiro.
Minhas amigas notaram.
— Tá apaixonada, né? Mei me cutucou num intervalo de aula, o rosto escondido atrás de um copo d