Guilherme
Fazia quase um ano desde que recebi aquela carta.
Desde que Soraya apareceu no hospital com aquele envelope branco e a voz carregada de ternura e firmeza. Desde que eu li, pela última vez, algo que veio das mãos da Estela. Um pedaço dela.
De lá pra cá… nada.
Nenhuma ligação. Nenhuma mensagem. O silêncio dela não era só ausência era um teste cruel de paciência, de fé. E eu tentava, todos os dias, acreditar que esse silêncio não era um “adeus”.
Meus pais comentavam que ela estava bem. Q