Capítulo 31

Guilherme

Fazia quase um ano desde que recebi aquela carta.

Desde que Soraya apareceu no hospital com aquele envelope branco e a voz carregada de ternura e firmeza. Desde que eu li, pela última vez, algo que veio das mãos da Estela. Um pedaço dela.

De lá pra cá… nada.

Nenhuma ligação. Nenhuma mensagem. O silêncio dela não era só ausência era um teste cruel de paciência, de fé. E eu tentava, todos os dias, acreditar que esse silêncio não era um “adeus”.

Meus pais comentavam que ela estava bem. Q
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