Estela
Não esperava vê-lo. Nem agora, nem tão cedo. Muito menos bater à porta do meu alojamento em outro continente, com aquele olhar entre arrependido e possessivo.
— Estela ele disse, baixo, como se meu nome doesse na boca dele.
— O que você está fazendo aqui? perguntei, segurando a porta, sem dar espaço.
— Precisamos conversar. Você sumiu, foi embora como se eu não significasse nada.
— E você queria o quê, Guilherme? Depois do que fez?
Ele respirou fundo, desviando os olhos por um instante.