Andréia
Um ano depois
Os dias se arrastaram como eternidades. O tempo perdeu o significado naquele cativeiro disfarçado de mansão. Já se passara um ano desde a última vez que vi meus pais. Um ano desde que tive meus sonhos arrancados de mim à força.
Eu havia completado dezessete anos semanas atrás, sozinha. Sem um parabéns, sem um abraço, apenas o som das botas dele ecoando pelo corredor e o medo constante do que ele faria ao entrar.
Ramires continuava o mesmo homem brutal de sempre. Bonito