Não fez o que devia

Parte 36...

Emir

O relógio marcava pouco depois das quatro quando o telefone vibrou sobre a mesa.

Eu estava no escritório do centro, a janela de vidro aberta para a cidade cinza, contratos espalhados, a cabeça em outro lugar, como vinha acontecendo há dois dias. Desde o restaurante. Desde o desafio nos olhos de Ayla. Desde a certeza incômoda de que ela não estava apenas me enfrentando, estava calculando.

Atendi sem olhar para a tela.

— Fale.

— Senhor Emir - a voz do segurança veio formal demais. — Conforme o senhor autorizou, levei a senhorita Ayla até o apartamento dela. Ela quis ver a irmã.

Fechei a pasta devagar.

— Há quanto tempo?

— Quase uma hora, senhor. Estou aguardando em frente à porta.

Uma hora. Meu maxilar se contraiu.

— Ela saiu? - perguntei, já desconfiando da resposta.

— Não, senhor. Não que eu tenha visto. Estou aqui na frente.

— Então por que está me ligando agora?

— Achei… Achei prudente informar.

Prudente. Engoli o comentário.

— Continue aí. - desliguei.

Peguei o cel
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