Parte 36...
Emir
O relógio marcava pouco depois das quatro quando o telefone vibrou sobre a mesa.
Eu estava no escritório do centro, a janela de vidro aberta para a cidade cinza, contratos espalhados, a cabeça em outro lugar, como vinha acontecendo há dois dias. Desde o restaurante. Desde o desafio nos olhos de Ayla. Desde a certeza incômoda de que ela não estava apenas me enfrentando, estava calculando.
Atendi sem olhar para a tela.
— Fale.
— Senhor Emir - a voz do segurança veio formal demais