Parte 37...
Ayla
Eu olhava pela janela do carro, os braços cruzados, o corpo inteiro em alerta. Emir dirigia com uma calma que me irritava mais do que se estivesse gritando. As mãos firmes no volante, o olhar atento à estrada, como se nada do que tinha acabado de acontecer no hospital tivesse mexido com ele. Mas eu sabia que tinha. Eu sentia.
O carro diminuiu a velocidade de repente.
— Onde estamos indo? - perguntei, sem virar o rosto.
— Comer - ele respondeu, simples.
Franzi a testa.
— Comer?