16 - O toque.

Noah tirou a mão de mim como se tivesse se queimado.

Mas eu ainda sentia o calor.

O toque.

A marca invisível.

E a pior parte?

Eu queria que ele colocasse a mão de novo.

A porta do bar fechou, abafando os sons lá dentro. Ficamos só nós dois, na calçada iluminada por um poste trêmulo. A rua estava quase vazia. O vento carregava aquele cheiro de madrugada — meio frio, meio sujo, meio perigoso.

— Você precisa ir pra casa — Noah disse, sem olhar pra mim, como se estivesse se forçando a ser sensato.

Eu dei um passo pra frente.

Porque eu só sabia ir pra perto dele.

Mesmo quando minha cabeça gritava pra fazer o contrário.

— Não me dá ordens, Noah.

Ele soltou um riso curto, mais exausto do que debochado.

— Se eu não te der ordens, você entra em outro bar e deixa outro babaca tocar você.

— Eu não preciso que você me proteja.

Ele ergueu o rosto devagar, como se eu tivesse dito algo que realmente machucou.

— Talvez não precise — respondeu. — Mas eu não consegui ver aquilo e ficar parado.

Ele esta
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