E aí…
a lâmina entrou.
Não teve som bonito.
Não teve música dramática.
Não teve tempo.
Só um impacto quente, seco, que atravessou minha lateral e roubou meu ar como um soco por dentro.
Por um segundo, achei que tinha sido empurrada.
Só senti o tranco.
O estalo do corpo reagindo.
O pulmão falhando.
Depois veio a dor.
Um rasgo queimando.
Crescendo rápido demais.
Eu senti a lâmina sair.
Isso doeu mais do que entrar.
Meus joelhos cederam.
O asfalto subiu na minha visão.
O homem que segurava a faca se desequilibrou para trás, surpreso comigo aparecendo ali — ele não esperava que eu fosse entrar na frente.
A expressão dele mudou de raiva para puro pânico.
Mas Noah…
Noah não viu a facada.
Ele só viu o agressor erguendo a mão.
E viu meu corpo desviar de eixo.
E viu o brilho metálico.
E aí alguma coisa dentro dele explodiu.
Ele virou tão rápido que o ar pareceu estalar.
O agressor tentou dar outro passo para trás, mas Noah já estava nele.
Não foi soco.
Não foi golpe.
Foi impacto.
Corpo contra