Eu deveria estar dormindo.
Depois do bar, do cara me agarrando, do soco que Noah deu, depois de tudo aquilo…
Eu deveria estar deitada, apagada, descansando.
Mas não.
Eu estou andando de um lado pro outro no meu apartamento, ainda com a pele acesa, o coração correndo numa maratona que eu não me inscrevi.
Já faz quase uma hora que cheguei.
Joguei as chaves na mesa, tirei o casaco, entrei no banho tentando lavar o cheiro daquele bar inteiro… mas tudo que ficou foi ele.
A mão dele no meu braço.
A voz dele rosnando meu nome.
O jeito como ele olhou pro cara — não como alguém com ciúmes, mas como alguém prestes a cometer um crime.
Eu fecho os olhos um segundo.
Ruim.
Péssimo.
Ridículo.
Não posso estar pensando nisso.
Eu amarro o cabelo em um coque frouxo, coloco um pijama leve demais — daqueles que eu só uso sozinha porque é confortável, não porque é… isso.
Uma blusa solta, decote largo sem querer.
Shorts curtos demais.
A água quente deixou minha pele corada.
Eu olho minha mão machucada.
A ma