Eu sempre odiei bares apertados, mas naquela noite, odiar alguma coisa parecia melhor do que ficar sozinha no meu quarto, com o diário aberto esperando para me engolir de novo. As palavras daquele desconhecido — Se ela soubesse o que sinto quando passa… — ainda grudavam na minha pele como se tivessem sido escritas pra mim.
Ridículo.
Eu nem sabia quem tinha escrito aquilo.
Então eu fui ao bar.
Fui pra esquecer.
Ou fingir que esquecia.
O lugar estava cheio demais, quente demais, e a música pareci