Faz um mês que o Noah desapareceu. Falar isso em voz alta ainda me dá uma sensação estranha, como se eu estivesse contando a história de outra pessoa. Mas não estou. Sou eu. Sou eu que acordo todo dia com a mesma pergunta e vou dormir com a mesma falta de resposta.
Eu tento continuar vivendo. Não porque quero, mas porque não tem escolha. A vida não para só porque a gente está quebrado. Então eu acordo, lavo o rosto, tomo café, vou pra aula. Faço tudo no automático. As pessoas ao redor parecem n