(Oscar)
O último slide da apresentação finalmente desapareceu da tela. A sala de reuniões, antes cheia de vozes e discussões sobre projeções e estratégias, agora estava quase vazia, restando apenas o cheiro de café requentado e o zumbido do ar-condicionado. Olhei para o relógio na parede: 23h00. Um suspiro pesado escapou dos meus lábios. Desde que meu pai decidiu que eu, e não meu irmão, iria gerenciar todas as empresas do grupo, minha vida havia se tornado uma sucessão interminável de reuniões, relatórios e voos. Minha vida social estava oficialmente morta, enterrada sob uma pilha de planilhas.
Enquanto isso, eu podia imaginar Rafael. Aquele playboy desgraçado provavelmente estava em algum bar, com uma bebida cara na mão e uma mulher bonita rindo de alguma piada sem graça dele. Ele sempre fugia do trabalho na primeira oportunidade, deixando a parte pesada para mim.
Peguei meu celular, a tela iluminando meu rosto cansado. Três chamadas perdidas. Dele. ‘O que ele quer agora?’, pe