A tarde começou tranquila.
Silenciosa.
Laura estava na sala, sentada no tapete, desenhando com mais concentração do que o normal. De vez em quando, olhava para mim, como se quisesse confirmar que eu ainda estava ali.
Eu estava.
Sentada no sofá, com um livro aberto que eu não lia de verdade.
Minha atenção estava nela.
Nos pequenos sinais.
Ela já não chorava.
Mas também não estava completamente leve.
Era um equilíbrio frágil.
— Você quer ajuda? — perguntei, quando ela franziu a testa pa