O dia começou normal demais.
E, depois de tudo o que já tínhamos vivido, aquilo já era um aviso.
Laura estava na escola. Augusto tinha saído para resolver algumas coisas com o advogado. Eu fiquei em casa, tentando ocupar a mente, mas sem conseguir realmente me concentrar em nada.
Havia uma inquietação constante.
Uma sensação de que algo ainda não tinha terminado.
E não tinha.
O telefone tocou pouco depois do meio-dia.
Número desconhecido.
Atendi.
— Alô?
— Helena?
A voz veio direta.