O silêncio depois das palavras de Laura não foi imediato.
Ele caiu devagar, como se ninguém ali tivesse coragem de se mover primeiro, como se qualquer gesto pudesse quebrar algo que já estava por um fio.
Laura ainda chorava.
Não como antes, descontrolada.
Mas com uma dor mais profunda.
Mais cansada.
— Eu não quero escolher — repetiu, a voz falhando.
Augusto foi o primeiro a se mover.
Devagar.
Sem invadir.
— Você não precisa escolher — disse, com firmeza, mas suavidade suficiente para