A casa estava silenciosa demais naquela manhã.
Laura ainda dormia no sofá, depois de uma noite inquieta, acordando algumas vezes, chamando baixinho, como se precisasse ter certeza de que não estava sozinha. Eu fiquei com ela até pegar no sono de novo, e mesmo depois, demorei a sair de perto.
Augusto não dormiu quase nada.
Eu percebi.
Pelo jeito como ele se movia, pelo olhar mais pesado, pela forma como evitava sentar por muito tempo, como se parar significasse pensar demais.
— Você já falo