"E, quando ela encosta minha mão sobre o ventre mais uma vez, eu entendo: o amor não me matou. Ele apenas mudou de forma. Agora, ele respira — dentro dela.
Dentro do que ainda resta de mim." — Fernando Torrenegro
🖤
Não há silêncio suficiente para abafar o nome dela.
Luna.
Desde que ela partiu, a casa parece um mausoléu — fria, vazia, ecoando lembranças que me dilaceram mais do que qualquer inimigo jamais conseguiu. As paredes guardam o som da voz dela, o cheiro dela, o rastro de uma vida que eu destruí tentando proteger.
E é exatamente isso que me destrói agora.
Por meses, segui acreditando que o tempo apagaria tudo. Mas o tempo é um mentiroso. Ele não cura. Ele apenas faz sangrar de forma mais lenta.
Hoje, acordo decidido. Sem planos, sem estratégias. Apenas com a certeza de que preciso vê-la — nem que seja para ouvi-la dizer que me odeia.
Saio cedo.
Ignoro os olhares dos seguranças, os relatórios sobre os negócios, as mensagens de alerta sobre movimentações dos antigos in