ROSÁLIA DUARTE
— Aceita uma carona, senhorita Duarte?
Celso Mirantes estava sentado ao volante. Franzi a testa, segurando a alça da minha mala com mais força.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei, sem esconder a surpresa.
— Jatos particulares são mais rápidos que voos comerciais, Rosália. — Ele sorriu de lado.
— Como você sabia que eu estava aqui?
— Eu sabia que você trabalhava para o Lauro. Você não estava em casa, deduzi que saiu às pressas por uma emergência e que estaria