ROSÁLIA DUARTE
O mundo ainda estava girando. As ondas do orgasmo ainda percorriam minhas terminações nervosas, deixando meus dedos e pés formigando. Eu me sentia flutuando, leve e satisfeita.
Mas então, Celso se moveu.
Ele subiu, ficando sobre mim como uma montanha de músculos e desejo não resolvido.
Os olhos dele estavam escuros, dilatados, quase negros. Havia algo primitivo neles. Não era o olhar carinhoso do altar.
— Celso... — tentei chamar, mas a voz saiu um suspiro.
Ele não respondeu