ROSÁLIA DUARTE
DOIS ANOS DEPOIS
Eu estava sentada na poltrona da biblioteca, com uma xícara de chá fumegante ao lado, segurando um envelope de papel simples com selos internacionais. A carta tinha chegado ontem, mas só agora, com o silêncio da manhã de domingo, tive coragem de abrir.
Não havia remetente no verso, apenas iniciais: C.M.
Desdobrei o papel.
"Rosália,
Escrevo de Hanói, no Vietnã. A condicional acabou semana passada, e eu cumpri a promessa. Estou longe. Aqui, ninguém sabe quem s