ROSÁLIA DUARTE
CINCO ANOS DEPOIS
— Aurora! Dante! Desçam da árvore agora!
Minha voz reverberou pelo jardim da casa de campo no Hudson Valley.
Do alto do carvalho antigo, dois pares de olhos me encararam. Um par castanho, travesso e destemido, pertencente a Dante Petterson, agora com quase nove anos. E um par de olhos verdes intensos, idênticos aos do pai, pertencentes a Aurora Mirantes, de quatro anos e meio.
— Mas mãe! — Aurora gritou, pendurada num galho com uma destreza que me dava