ROSÁLIA DUARTE
O voo foi ocupado por planilhas no tablet e café solúvel ruim que a aeromoça servia com um sorriso de pena. Lauro Tamiso, ao meu lado, parecia prestes a ter um infarto a cada turbulência, não pelo medo de cair, mas pelo medo de a Receita Federal auditar o cliente antes de pousarmos.
Assim que o avião tocou o solo, não fomos para casa. Fomos direto para a empresa.
O prédio estava silencioso. O ar condicionado central estava desligado, deixando o ambiente com aquele cheiro de