CELSO MIRANTES
Acordei com a sensação tátil de vazio.
Minha mão esquerda tateou o lençol ao meu lado, esperando encontrar a pele macia, quente e curva de Rosália. Em vez disso, encontrei tecido frio e amassado.
Abri os olhos, piscando contra a luz do sol que insistia em entrar no quarto.
— Rosália? — chamei, minha voz grossa de sono.
Silêncio.
Sentei na cama, sentindo uma dorzinha muscular agradável nos ombros.
O vestido verde não estava mais na cadeira. Os sapatos de salto alto tinham