ROSÁLIA DUARTE
O som não era o canto dos pássaros de Napa Valley. Era o toque estridente, digital e absolutamente irritante do meu celular, vibrando contra a madeira da mesa de cabeceira como uma britadeira em miniatura.
Gemi, afundando o rosto no travesseiro que cheirava a amaciante e a uma loção pós-barba que, infelizmente, eu tinha gostado muito.
O braço de Celso, que estava jogado sobre a minha cintura como uma barra de ferro possessiva, apertou-me por um segundo, num reflexo de sono, an