CRISTINA SANTIAGO
Desci os degraus de metal. A escada parecia descer por uma eternidade, até que finalmente chegamos a outra porta.
Miranda me empurrou para o lado, destrancou-a e me empurrou para dentro.
O espaço era vasto, escuro e frio. Uma garagem. Mas não uma garagem comum. Sob a pouca luz de emergência que vinha do teto, eu podia ver as silhuetas de mais de uma dúzia de carros, a maioria coberta por lonas.
— Bingo — sussurrou Miranda, parecendo quase extasiada. Ela me puxou em direção à s